Perda de massa óssea e muscular pode ter relação com a idade

Uma das mais evidentes alterações que acontecem com o envelhecimento é a mudança nas dimensões corporais. Apesar da alta influência genética no peso e na estatura dos indivíduos, outros fatores como a dieta, a prática de atividade física, fatores psico-sociais e doenças, dentre outros, estão envolvidos nas alterações desses dois componentes durante o envelhecimento. Talvez um dos fenômenos da dimensão corporal mais estudados, associados ao aumento da idade cronológica, seja a alteração na composição corporal, especialmente a diminuição da massa magra, o aumento da gordura corporal e a diminuição da densidade óssea [1].

A massa óssea muda consideravelmente durante as várias fases da vida e a perda desta massa mineral óssea é uma consequência universal do envelhecimento. Na infância até os 35 anos de idade, a massa óssea está em contínua formação. Nessa fase, atinge-se o pico de massa óssea e, a partir daí, inicia-se um processo lento de perda óssea, equivalente a 1,5% ao ano. No início da menopausa, 25% das mulheres iniciam uma perda bem mais intensa (3% a 4% ao ano), passando a apresentar osteoporose. Essa perda começa no homem por volta dos 50-60 anos, a uma taxa de 0,3% ao ano e na mulher mais precocemente a uma taxa de 1% ao ano dos 45 aos 75 anos. Entretanto, essa perda está relacionada não somente ao envelhecimento, mas também à genética, estado hormonal, nutricional e nível de atividade física do indivíduo [1].

Quando se diz respeito à massa magra, entre os 25 e 65 anos de idade, há uma diminuição substancial (10 a 16%) desta massa livre de gordura, por conta de perdas da massa óssea, do músculo esquelético e da água corporal total, que acontecem com o envelhecimento [1]. A força muscular máxima é alcançada por volta dos 30 anos e mantém-se mais ou menos estável até a 5a década, idade a partir da qual inicia o seu declínio. Entre os 50 e os 70 anos existe uma perda de aproximadamente 15% da força muscular por década e, após os 70 anos, a redução da força muscular passa a ser de 30% em cada 10 anos [2].

Portanto, é necessário ter uma alimentação equilibrada e praticar atividades físicas por toda a vida, independentemente da idade. Com o envelhecimento é importante que o aporte de nutrientes como cálcio, vitamina D e proteínas sejam consumidos conforme a necessidade de cada indivíduo, dessa forma, o que o organismo gasta é resposto corretamente, a fim de garantir a manutenção da massa óssea e da massa magra.

CONSULTE SEMPRE SEU MÉDICO E/OU NUTRICIONISTA.

Referências
1 - Matsudo, Sandra Mahecha, Victor Keihan Rodrigues Matsudo, and Turíbio Leite Barros Neto. "Impacto do envelhecimento nas variáveis antropométricas, neuromotoras e metabólicas da aptidão física." Revista brasileira de ciência e movimento 8.4 (2000): 21-32.
2 - Prado, Ralfe Aparício do, et al. "A influência dos exercícios resistidos no equilíbrio, mobilidade funcional e na qualidade de vida de idosas." O mundo da saúde 34.2 (2010): 183-191